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riscos_e_rabiscos

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Sem Palavras

 

Estou sem palavras, sem voz e sem pio. Acho que foi esta noite que alguém ma roubou… a voz, claro! Mas mesmo assim, calar-me contra o que está mal, jamais!

 

Começou subtilmente. Mas como a voz é o meu instrumento de trabalho, tive de recorrer a ela para conseguir finalizar mais um dia de trabalho. O pior eram as condições das salas, que estavam muito quentes, a agitação dos miúdos – que nos dias de mau tempo ficam muito irrequietos – e a minha turma da última hora. Aí é que gastei o último pio.

 

Findas as aulas, falei o menos possível e bebi coisas quentes. Recuperei um pouco. Mas não é que durante a noite, alguém me roubou a voz? Ou foi ela que fugiu de mim, não sei…

 

Resultado: de uma voz sexy passei a uma voz inexistente (praticamente!)… Logo hoje que eu tinha pensado dar o maior espectáculo de cantoria dos últimos tempos. A igualar a Madonna… (cof!cof!)

 

Mas é quando menos podemos falar, que temos de falar mais.

Situação: mãe no quarto dela nas arrumações. Eu no meu enfiada na cama.

 

- Alguém telefonou?

- Não… - expirei eu.

- Tás a ouvir?!

- Estar, estou… não tenho é voz para responder…

 

É o resultado dos speeds que ela toma de manhã aliados às pilhas duracel…

 

Vou fazer uma prece à santa da boa voz, para ver se pelo menos me devolve a minha voz “sekeci”… Ou pelo menos uns acordes desafinados…